A tarde avançava com uma lentidão estranha, como se o tempo estivesse testando novos pesos antes de decidir como cair. A casa estava silenciosa, mas não vazia. Havia uma presença contínua ali — não algo que se impunha, mas algo que observava.
Lyria sentiu isso assim que entrou no quarto.
Não era o quarto da infância exatamente, embora tivesse herdado dele certos detalhes: a janela larga, a parede onde a luz da tarde batia de lado, o canto onde o ar parecia sempre mais frio. Mas agora o espaço t