A manhã seguinte nasceu sem cerimônia.
Nenhum sinal no céu, nenhuma mudança brusca no clima. O sol apareceu do mesmo jeito de sempre, como se o mundo não tivesse sido tocado pela conversa da noite anterior. Era esse o detalhe mais perturbador: tudo parecia normal demais.
Lyria acordou antes de todos.
Não por ansiedade, mas por hábito recém-adquirido. Havia dias — ou talvez semanas — que o sono deixara de ser profundo. Ela não sonhava mais como antes. Em vez de imagens soltas, tinha sequências.