A casa não dormiu naquela noite.
Não porque houvesse barulho, mas porque o silêncio estava ativo demais, cheio de pensamentos circulando como vento preso. Cada quarto guardava uma versão diferente do mesmo acontecimento, e nenhuma delas estava completa.
O visitante partira sem promessas nem ameaças. Apenas deixou palavras soltas, daquelas que continuam falando mesmo depois que a porta se fecha. A mãe recolheu as xícaras esquecidas na sala com movimentos lentos, tentando organizar algo que não e