O sábado avançava sem graça e sem pudor, uma contagem regressiva silenciosa onde a ansiedade reinava em minhas veias. Passei a manhã trancada em casa, fugindo da sombra de Maeve e das expectativas de Camila, até que finalmente, no final da tarde, consegui escapar para encontrar Meghan.
O café onde nos sentamos era discreto, mas a tensão que Meghan carregava não era. Sem dizer uma palavra, ela depositou uma caixa vermelha de veludo sobre a mesa. O contraste do objeto com a madeira rústica era gritante.
Olhei para a caixa, curiosa, e ao abri-la, o brilho das pedras me atingiu. Um colar magnífico, mas de um vermelho tão intenso que parecia sangue coagulado.
— Presente atrasado, amiga? — sorri, embora vermelho não fizesse meu tipo. — Sem contar que é um pouco exagerado para um "parabéns", não acha?
Meghan não sorriu de volta. Seu semblante era sério, quase rígido.
— Não é meu, Lena — ela disparou, cruzando os braços.
Eu a encarei, sentindo um frio súbito na espinha.
— Ah, e teve um buquê