A raiva misturava-se com o cálculo. Ela sabia que Darya a havia humilhado de forma pública, que todos os empregados haviam visto a cena, que cada olhar dentro da casa carregava a vitória da filha e o seu fracasso. Mas ela também sabia que o medo e a surpresa eram armas poderosas. E era isso que usaria.
Helena fechou os punhos, respirando fundo. A mente começou a trabalhar, tecendo planos complexos: manipular Ricardo, usar Bianca, criar desconfiança entre Darya e Matteo, e até recorrer a antigos aliados, que já havia ameaçado quando necessário. Cada peça deveria se mover com precisão cirúrgica. Ela ergueu a cabeça e encarou a mansão, agora do outro lado do portão.
— Vocês acharam que me humilharam… mas esqueceram de uma coisa — disse, com um sorriso gelado que não chegava aos olhos, apenas à mente. — Helena Rossi nunca desaparece. Nunca. E agora, começarei a jogar.
O vento frio atravessou a propriedade, mexendo nos sacos de lixo. Helena sentiu o cheiro de humilhação misturado à det