Ricardo dormia profundamente, de costas, o braço pesado pousado sobre a cintura de uma mulher muito mais jovem do que ele. Astrid mantinha-se acordada, imóvel, os olhos verdes fixos no tecto alto do quarto, decorado com um luxo discreto, quase frio. Não era o tipo de ambiente que convidava ao romance, mas sim à posse. E isso bastava-lhe.
O quarto estava envolto num silêncio confortável, interrompido apenas pela respiração lenta de Ricardo. Astrid inspirou devagar, sentindo o peso daquele homem