Darya avançou pelo corredor, sentindo o cheiro familiar a madeira polida e flores artificiais. Encontrou Elsa perto da escadaria principal. A governanta abriu um sorriso genuíno, algo raro naquela casa.
— Como foi a tua folga? — perguntou Darya, com suavidade.
— Descansada. Precisava. — Elsa fez uma pausa. — Soube do noivado. Os meus parabéns. O seu pai ficaria muito orgulhoso.
A menção ao pai provocou-lhe um aperto no peito. Um reflexo antigo.
— Talvez — respondeu, sem se alongar. — Onde está a minha mãe?
A expressão de Elsa mudou quase de imediato. Os ombros enrijeceram, o olhar desviou-se por um segundo.
— No quarto. Não acordou bem-disposta. Recomendo cautela.
— E a Bianca? E o Ricardo?
Elsa respirou fundo, como quem decide até onde pode ir sem se comprometer.
— A Bianca foi enviada para França, para casa dos tios paternos. Ouvi dizer… que foi uma exigência da família Mancini. O senhor Ricardo saiu daqui com malas e tudo.
O coração de Darya acelerou ligeiramente. Bianca l