Bianca soluçou.
— Eu amo o Matteo…
— Não — corrigiu Ariella, com suavidade cruel. — Tu amas a ideia de o possuir. Isso não é amor. E nunca foi.
As palavras atingiram Bianca com força.
Giovanni endireitou-se.
— As consequências serão claras — afirmou. — A partir de hoje, estás proibida de qualquer contacto com a Darya. Directo ou indirecto.
— O quê?! — Bianca ergueu a cabeça, desesperada. — Isso é impossível! Ela—
— Não termina aqui — continuou Giovanni, implacável. — Ricardo, a tua filha ficará sob vigilância. Não por castigo emocional, mas por segurança.
Ricardo fechou os olhos por um instante, depois assentiu.
— Concordo — disse, num fio de voz. — Bianca vai sair da cidade. Ainda hoje. Você será exilada da Italia, vais viver na Franca com os teus tios.
— Pai! — gritou ela. — Não podes fazer isso comigo!
— Posso.
Respondeu ele, finalmente erguendo a voz.
— E vou.
Bianca levantou-se num sobressalto, mas dois homens surgiram discretamente junto à porta. Não lhe tocaram.