Bianca acordou com a cabeça a latejar. A luz do domingo entrava sem piedade pelas frestas das cortinas, martelando-lhe os olhos e a consciência. Gemeu baixo e virou-se de lado, sentindo a boca seca e o estômago revolto, a ressaca não era apenas física, era também moral. Fragmentos da noite anterior surgiam-lhe à mente de forma desconexa: o bar, os copos sucessivos de uísque, a conversa com Francis, a humilhação silenciosa de ver Matteo olhar para Darya como se o mundo inteiro estivesse contido nela. Fechou os olhos com força.
— Idiota… — murmurou para si mesma, sem saber se falava da bebida ou de si.
O telemóvel vibrou sobre a mesa-de-cabeceira.
Bianca estendeu a mão com esforço, piscando para focar o ecrã. Quando leu o nome que surgia no visor, o coração deu um salto quase infantil.
Ariella Mancini.
Por um instante, esqueceu-se da dor de cabeça.
Abriu a mensagem.
“Querida Bianca, gostaria muito que viesses almoçar connosco hoje. A família estará reunida. Beijos,Ariella.”
Bianca sent