A mansão dos Vellano estava demasiado silenciosa.
Não era o silêncio tranquilo das casas bem cuidadas, mas aquele que se instala quando algo está prestes a ruir. Um silêncio que pesa nos móveis, nas paredes, no ar. Helena estava sentada na sala de estar, com um copo de vinho tinto pousado na mão direita. Não bebera um único gole. O líquido escuro permanecia imóvel, tal como ela, enquanto o seu olhar fixo na porta de entrada denunciava uma espera inquieta, quase obsessiva.
Esperava más notícias.