Ponto de Vista: Leonardo
Acordei com a claridade filtrada pelas cortinas do quarto da Maya e, por um segundo, esqueci de quem eu era. O cheiro de sabonete de coco e a pele macia dela contra o meu braço eram a única realidade que eu queria aceitar. Ficamos ali, em um emaranhado de lençóis, trocando beijos preguiçosos e carícias que ainda carregavam o rastro da noite anterior. Cada vez que ela sorria entre um beijo e outro, meu estômago dava um nó — do tipo bom.
— Você precisa ir... — ela murmurou contra o meu pescoço, embora suas mãos estivessem me puxando para mais perto. — A Dona Fátima chega cedo e eu tenho uma pousada inteira para colocar em ordem.
— A pousada sobrevive mais meia hora — brinquei, mas sabia que ela tinha razão.
Com um último selinho demorado, me levantei e voltei para o meu quarto como um adolescente fugindo depois de uma festa. Assim que fechei a porta do Quarto 4, a "bolha" estourou. Olhei para a gaveta da cabeceira. Meu celular estava lá, desligado há dias.
Apert