NOAH
Acordei antes do despertador. Passei a noite inteira girando na cama, com a microcâmera que Olívia conseguiu guardada na gaveta ao lado. Cada vez que fechava os olhos, eu via Ella — assustada, sozinha, vulnerável — e o pior… grávida do nosso bebê.
Eu não podia errar.
As mãos tremiam quando fixei a microcâmera na camisa. Quase imperceptível. Quase invisível. Mas presente. Minha âncora. Minha única chance.
“Eu vou te buscar, meu amor. Aguenta só mais um pouco.”
Saí do apartamento cedo, antes que minha mãe ou Olívia acordassem. No trajeto para a empresa, meu coração estava tão apertado que parecia que eu ia engolir minha própria respiração.
Quando entrei no prédio, tudo parecia igual — mas nada era igual. Os funcionários cumprimentavam, pessoas andando de um lado pro outro… e eu, atravessando os corredores como um fantasma.
Eu fui direto para a sala do meu pai.
Bati uma vez e entrei sem esperar permissão.
Henrique levantou o olhar devagar, como se estivesse esperando exatamente esse