Pai, eu não tenho nenhuma chance com ela e me recuso a ser só seu amigo.
Eu fito meu pai dormindo tranquilamente. O quarto está silencioso, exceto pelo som leve da respiração dele. Estou tão cansado que mal percebi quando adormeci na poltrona ao lado da cama. A noite foi longa, sufocante, e meu corpo cedeu.
Quando acordo, ele já está me olhando — e sorri. Aquele sorriso calmo dele, mesmo em meio à dor, sempre me desarma.
— Você me parece cansado — diz sério, os olhos atentos ao meu rosto, como se lesse cada linha de tensão ali desenhada.
— Não dormi bem à noite — re