Não acredito que você me preferia… naquela época.
Afasto as lembranças, olho fixamente para Lola, tentando decifrá-la.
— Não acredito que você me preferia… naquela época.
Ela se levanta, ajeitando a saia.
— Ao menos, Santino… você vivia. Agora… você se esconde.
Sem esperar resposta, ela se vira e me deixa sozinho na biblioteca.
Uma risada amarga me escapa. Raiva. Sinto a raiva crescer, me sufocar.
Viro de uma vez mais uma dose do uísque. O gosto é amargo, queima, mas não chega nem perto do que sinto por dentro.
Me levanto, vou até a janela. A