Marina
Sorrio quando vejo Heitor no saguão do hotel. Sempre elegante, sempre perfumado. Veste um terno de grife impecável e segura uma pasta na mão. O rosto bonito — queixo proeminente, olhos grandes, uma barba loira por fazer que combina com o cabelo.
Mas quem disse que eu gosto do impecável?
Ah, não. Eu prefiro o meu ogro. Que escolhe roupas conforme a ocasião: mafioso sexy, bad boy ou mercenário. Cada uma mais indecente que a outra.
— Bom dia — digo, encostando os lábios no rosto dele.
— Bom