Lúcia
O sol da manhã entrava tímido pela janela, aquecendo os lençois floridos que cheiravam a sabão e cuidado. Acordei devagar, o corpo ainda cansado e a mente carregando resquícios de pesadelos. Mas havia algo no ar — uma leveza discreta, um silêncio bom. O tipo de paz que só o sábado sabia oferecer.
Desci as escadas descalça, os cabelos presos em um coque improvisado. Tia Marta estava na cozinha, cantarolando baixinho enquanto passava o café. O cheiro de pão recém-assado e ovo mexido