Otávio
Chegamos ao bar. Clássico, discreto. Madeira escura, iluminação baixa, cheiro de couro e uísque caro. O tipo de lugar em que ninguém pergunta por que você está com cara de quem perdeu a alma.
Entramos juntos. Elias já cumprimentava o garçom como se fosse o dono do lugar. Eu só queria um copo e silêncio. Mas sabia que ele não ia me dar nenhum dos dois.
Nos acomodamos na mesa do canto. O mesmo garçom de sempre trouxe dois uísques sem perguntar. Elias agradeceu com um aceno. Eu n