RODRIGO
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Deveria ser fácil. Perdoar e ser perdoado, amar e ser amado, viver intensamente, aproveitar as oportunidades que a vida esfregava na nossa cara de ser feliz. Mas não era. Não para mim.
Eu estava descendo a escada pra deixar o prato e o copo do lanche na cozinha, quando, de repente, vi o Pyter e minha mãe passando correndo, com um desespero que me cortou o peito.
— O que foi? O que aconteceu? Perguntei, quase sem voz, tentando alcançar eles.
Minha mãe, sem conseguir disfarçar o pâni