O silêncio no galpão, após a turbulência no Conselho de Ética, tinha um sabor diferente. Não era mais o silêncio da solidão ou do medo; era o silêncio da autoridade. Helena estava sentada à sua mesa, observando o pôr do sol tingir as vigas de aço de um laranja metálico. Ela tinha em mãos o documento oficial que revogava sua suspensão, mas não sentia vontade de comemorar. O vácuo que Gabriel deixara ao sair de seu lado na escadaria ainda ecoava mais alto do que qualquer aplauso jurídico.
Ela o