A fachada de vidro do edifício comercial no Batel brilhava sob a chuva, refletindo as luzes da cidade como uma armadura impenetrável. Helena respirou fundo, ajustando a gola do seu sobretudo. No seu ouvido, um auricular quase invisível mantinha-a ligada a Bia V., que estava no galpão, cercada de ecrãs.
— Helena, o Gabriel já está no duto do 12º andar — a voz de Bia soou num sussurro digital. — Tens três minutos até o Dr. Gustavo terminar a chamada de vídeo com os advogados de Genebra. Vai agor