O Conselho de Ética e Desenvolvimento Urbano de Curitiba ficava sediado num edifício neoclássico que exalava uma autoridade fria e impessoal. Para Helena, caminhar por aqueles corredores de mármore enquanto segurava a intimação era como marchar para o próprio julgamento final. Ela vestia um fato cinza-chumbo, impecavelmente cortado, e os seus cabelos estavam presos num coque firme. Não havia espaço para vulnerabilidade hoje.
Ao entrar na sala de audiências, ela deparou-se com uma mesa em semicí