Ricardo tateou a mesa de centro em busca de água, encontrando apenas o cristal estilhaçado da noite anterior. As memórias da briga voltaram em flashes violentos: o rosto de Helena, gélido e estranho; as ameaças dela sobre o contrato de Dubai; a humilhação de ser desmascarado.— Helena! — ele gritou, sua voz saindo rouca e falha. — Helena, traga um remédio para dor de cabeça! Chega desse teatro!O silêncio foi a única resposta. Irritado, ele se levantou, cambaleando até a cozinha. A cafeteira estava fria. Não havia o cheiro de torradas ou de café recém-passado que costumava pontuar suas manhãs há dez anos. Ele subiu as escadas, bufando, pronto para despejar sua frustração sobre a esposa, mas o quarto de hóspedes estava impecável. Vazio.Um frio repentino subiu pela espinha de Ricardo ao entrar na suíte master. O closet de Helena parecia intocado à primeira vista, mas, ao abrir a gaveta de joias, ele viu o vazio onde deveria estar o colar de esmeraldas. No espelho da penteadeira, não ha
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