Três meses depois.
O canteiro de obras do Museu de Arte Contemporânea de Curitiba não era mais um cenário de guerra, mas uma sinfonia de finalização. O som predominante não era mais o das betoneiras pesadas, mas o do polimento das pedras e o ajuste fino dos painéis de vidro termoacústico que Helena insistira em importar.
Helena estava no topo da rampa principal, a estrutura que se projetava sobre o jardim como uma asa de concreto suspenso. Ela usava o seu capacete branco, agora riscado e gast