Cecília acordou devagar, como se o próprio corpo estivesse testando o ambiente antes de decidir se podia voltar completamente para a consciência. Durante alguns segundos permaneceu imóvel, os olhos ainda fechados, presa naquele estado indefinido entre o sono e a realidade, onde o cérebro tenta entender se o perigo passou ou se ainda está escondido em algum canto. O silêncio foi a primeira coisa que ela percebeu. Um silêncio verdadeiro, profundo, sem passos no corredor, sem portas sendo abertas