A luz branca e fria do quarto de recuperação invadia as pálpebras de Celina como lâminas. Ela acordou devagar, o corpo pesado, a boca seca e um latejar constante que parecia vir de dentro do crânio. Cada respiração doía. O peito queimava. As mãos tremiam quando ela tentou se apoiar nos cotovelos para se levantar. Um gemido escapou de sua garganta enquanto ela colocava os pés no chão gelado.
— Ai… meu Deus… o que aconteceu…
A voz saiu rouca, estranha até para si mesma. Ela se arrastou até o banh