Máximo Sforza, o temido, o impecável, o homem que só usava terno até para respirar, estava parado na calçada às 6h da manhã de sábado, usando… um short.
Sim. SHORT.
E uma camiseta polo azul-marinho que devia ter uns dez anos, porque ele nem se lembrava de tê-la comprado.
Ele respirou fundo.
— Ridículo… Murmurou, ajeitando o relógio no pulso. — Completamente ridículo.
Mas ficou ali mesmo assim, plantado na entrada do prédio de Tina, como se fosse um adolescente esperando a menina do colégio sair para pegar o ônibus da excursão.
Era simples.
Plano objetivo.
Dar uma carona.
Só isso.
Sem segundas intenções.
— Tá bom… talvez algumas. Resmungou para si mesmo, apertando o celular na mão. — Mas ela não precisa saber.
Ele sabia que Tina iria para Monte Verde naquele fim de semana, visitar a filha, ver os amigos, colocar a vida em ordem.
E, em algum lugar entre o ciúme e a ansiedade, nasceu a ideia torta: posso levá-la, quem sabe ela aceita, quem sabe eu a vejo no ambiente dela, quem sabe…
Máx