Tina ainda estava tentando domar o peso daquela lembrança, a fonte, a cruz, o rosto da avó, a dor que veio como um trovão, quando o celular começou a tocar. O barulho a fez dar um pulo.
— Alô, Mel? A voz dela saiu trêmula.
Do outro lado, a adolescente parecia estar à beira de um ataque de nervos.
— Mãe, vem para casa agora! Meu pai está aqui e quer me levar com ele.
Tina abriu a boca, mas não deu tempo de formar nem a primeira sílaba. Máximo já estava com o celular em uma mão, o terno na outra,