A casa estava silenciosa quando Tina entrou, carregando a mochila no ombro e o cabelo preso de qualquer jeito. Ela largou os livros na mesa e gritou:
— Vó, Van? Estou em casa!
Uma mulher pequena, de sorriso fácil e olhos amorosos, apareceu no batente da cozinha, como se estivesse esperando exatamente aquela voz.
— Tina, meu amor! Como foi na escola?
Tina revirou os olhos com carinho.
— Vó… não me chama assim. Parece nome de cachorro.
— Tina… vem ver a comida, anda! Ela insistiu, já puxando a ne