Eles não combinaram nenhum ritual grandioso. Era uma terça-feira, o que a vida adulta insiste em não reservar para grandes acontecimentos. O dia tinha sido normal: Fundação, reuniões, telefonemas, um incidente com encanamento no segundo andar da mansão.
À noite, porém, Clara apareceu na sala de estar com uma caixa de papelão nas mãos.
— O que é isso? — Ricardo perguntou, vendo a caixa como se fosse um artefato misterioso.
— O passado materializado — ela respondeu. — Ou parte dele.
Ele pousou o