A sala de jantar sempre foi o lugar da casa que Clara menos gostava. A mesa comprida, as cadeiras estofadas, os castiçais, a cristaleira cheia de copos que ela mal tinha coragem de tocar — tudo parecia cenário de uma vida que não era dela.
Ali, muitas vezes, ela havia sentado sozinha diante de pratos que esfriavam, esperando um marido que não vinha. Ali, a sogra tinha soltado inúmeras frases com veneno doce. Ali, a Clara “esposa-perfeita” tinha vivido sua pior performance.
Numa manhã de sábado,