Os dias seguintes à visita de Marta foram uma espécie de eco. Pequenas coisas lembravam Clara da sogra: um jeito de dobrar guardanapo que a funcionária da casa ainda mantinha por costume, um comentário de uma tia distante no grupo de família, um perfume no casaco que Marta esqueceu na poltrona.
Mas, diferente de antes, essas sombras não enchiam a casa inteira. Eram, no máximo, cantos escuros em cômodos onde agora havia luz.
Na cozinha, enquanto passavam café numa manhã chuvosa, Clara e Ricardo