Naquela noite, Ricardo não chegou apenas bêbado em casa. Ele chegou mais vulnerável do que já se permitira diante dela em anos.
Depois da água, do remédio e de um banho rápido que tomou quase em piloto automático, ele se jogou na cama, ainda de camiseta.
Clara, sentada à beira, observava. Nunca tinha visto aquele homem, tão acostumado a controlar tudo, entregar-se tão abertamente ao cansaço.
Quando ela se levantou para sair e apagar a luz, sentiu a mão dele segurar a dela com força inesperada.