Ricardo chegou em casa tarde, com o cheiro de álcool no ar e o andar ligeiramente cambaleante. A mansão estava silenciosa, exceto por uma luz acesa na sala.
Clara estava acordada, sentada no sofá com um livro aberto no colo, mas não parecia estar lendo.
Quando ele entrou, ela franziu levemente a testa.
— Você bebeu — constatou.
— Descobriu sozinha ou foi o hálito que entregou? — ele tentou brincar, mas a voz saiu mais rouca do que espirituosa.
Ela fechou o livro, colocando-o na mesa.
— Com quem