Lucila piscou várias vezes, como se seus olhos a estivessem enganando. Mas a imagem na tela do celular era nítida demais para ser um engano.
Era mesmo uma criança.
Estava com a cabeça entre os joelhos, aparentemente com roupas masculinas. Encolhida sob a tempestade, no canto do jardim, próximo ao portão lateral leste; abraçando as próprias pernas como se quisesse desaparecer dentro do próprio corpo.
Por um segundo, até o respirar de Lucila ficou parado, estático. O som da chuva parecia mai