Lucy
O caminho ladeado por arranjos de vime repletos de flores do campo eram a cara de Bia, mas também tinham uma elegância clássica, que foi impressa na escolha das flores. Havia margaridas, astromélias, lavandas e pequenos ramos de alecrim se misturavam em uma composição simples, quase campestre, mas carregada de um simbolismo profundo.
O perfume suave das flores se espalhava pelo ar do entardecer, misturando-se ao cheiro de grama recém-cortada e ao frescor da brisa que vinha do mar, que se arrebentava na encosta da propriedade.
Ela entrou de braços dados com Vitório, sentindo o coração bater forte demais para o próprio peito. Vestia um vestido de frente única azul-céu, de tecido leve e fluido, que dançava ao redor de suas pernas a cada passo. O tom da roupa refletia perfeitamente o céu da alvorada. O crepúsculo começava com aquela magia, aquele instante mágico em que o dia ainda não se foi completamente, mas a noite já começa a se anunciar.
Lucy sorriu, emocionada, era ali, o mesmo