Lucy
A luz suave do final da tarde atravessava as persianas do quarto hospitalar, pintando a parede com listras douradas que dançavam conforme o vento agitava a janela.
O silêncio era sereno, quebrado apenas pelo som úmido e ritmado de sucção, suave, insistente, cheio de vida. Lucy estava recostada na cama, os cabelos soltos derramados pelos ombros, mais longos e mais fortes do que antes, a pele ainda pálida pela recuperação, mas iluminada por um sorriso que parecia impossível esconder.
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