capítulo 15 Na Teia do Inimigo.
A noite já tinha engolido a cidade quando Daniel me deixou na porta do meu prédio. Eu sentia o corpo pesado, mas a mente estava desperta, como se cada pensamento fosse um fio puxando outro, formando um emaranhado impossível de desfazer.
— Tenta descansar, pequena — disse ele, segurando minha mão por alguns segundos. Seus olhos tinham aquele brilho grave, como se carregassem segredos que não podiam ser compartilhados.
Assenti, mesmo sabendo que o descanso era a última coisa que conseguiria e