Rose
A sala da psicóloga não era silenciosa.
Tinha um relógio discreto marcando os segundos e o som distante da rua entrando pela janela entreaberta.
— Quer água? — ela perguntou.
Assenti.
Ela me entregou o copo e se sentou de frente, sem pressa.
— Você disse no telefone que algo te incomodou hoje.
— Um nome — respondi. — Ou talvez… a forma como ele foi dito.
Ela esperou.
— Sr. Mendonça. — Continuei. — Quando ouvi, meu corpo travou. Eu não pensei em nada. Só… senti.
— O qu