Rose
O silêncio era pior do que qualquer ameaça.
Não sabia se era madrugada ou manhã — não havia janelas visíveis, apenas as cortinas pesadas bloqueando qualquer luz natural. O ar estava carregado, denso, como se cada respiração me custasse um esforço extra.
As cordas ainda marcavam meus pulsos, o formigamento já se transformando em dormência. Tentei mexer as pernas, mas elas também estavam presas. A cada movimento, o colchão velho rangia, denunciando minha tentativa de buscar uma posição