Capitulo 3 – Corações Estilhaçados

- Se contenha. – Ele ordenou, mas ela praticamente gemeu as próximas palavras.

- Eu preciso de você dentro de mim.

Foi ai que o autocontrole de Callun se estilhaçou e ele rasgou o resto do vestido dela, expondo os seios arrepiados.

Ele chupou um mamilo com força enquanto enfiava dois dedos grossos na boceta molhada e apertada.

Octávia rebolava contra a mão dele, gemendo alto.

— Ahh! Mais… por favor!

Ele meteu os dedos mais fundo, rápido e forte, sentindo ela pulsar e escorrer. Tirou a própria camisa, abriu a calça e liberou o pau grosso e latejante.

Sem esperar, posicionou-se e empurrou tudo de uma vez, enterrando-se até o talo.

— Porra… tão apertada — grunhiu.

Octávia gritou de prazer e Callun começou a foder com estocadas brutais fazendo o carro balançar violentamente.

Ele metia cada vez mais fundo, mais forte, fazendo pele bater contra pele.

Ele segurava os quadris dela com força, chupando e mordendo seus seios enquanto metia sem piedade.

Virou-a de quatro, puxando seus cabelos, socando ainda mais fundo, enquanto dava t***s fortes na bunda dela, fazendo-a gemer e implorava por mais.

Depois sentou ela no colo, fazendo ela quicar desesperada no pau dele, seios pulando enquanto ele mordia seu pescoço.

— Isso… cavalga gostoso… usa o meu pau pra apagar esse fogo. — rosnava ele.

O cheiro de sexo enchia o carro.

Octávia gozou várias vezes, tremendo e apertando ele, até Callun finalmente gozar forte, enchendo ela com sua porra quente e grossa.

Eles continuaram por muito tempo. Callun a fodeu em várias posições, tirando e enfiando o pau molhado, fazendo ela gozar mais duas vezes antes de finalmente desabar exausto sobre ela.

Octávia acordou primeiro, sentindo um braço sobre ela ao mesmo tempo que sentiu o cheiro dele impregnado em sua pele.

Ela olhou para o homem desconhecido de cabelos platinados, e depois para o próprio corpo marcado, enquanto sua boceta ainda inchada e escorrendo sêmen, fez a vergonha a consumir.

“- Eu era virgem… e me entreguei a um desconhecido no banco de um carro.”

— Meu Deus… o que eu fiz? — sussurrou.

Levantou-se em silêncio, vestiu o que restava do vestido e fugiu para a floresta sem olhar para trás.

Callun acordou minutos depois com o frio, ele tateou o banco, não a encontrando. Apenas o cheiro de sexo e sangue, que provava a sua virgindade, provava que aquilo não fora um sonho.

Ele rosnou baixo.

— Ela me usou… e fugiu como se eu não fosse nada.

Pela primeira vez na vida, sentiu o peso esmagador de ter sido usado e descartado.

Quando Asher chegou com o guincho, o cheiro dentro do carro era óbvio.

— Descubra quem ela é, Asher. — ordenou Callun, com a voz sombria. — Nome, matilha, tudo. Agora.

E o pior de tudo era que mesmo se sentindo usado, ele ainda queria mais. Queria encontrá-la e sentir aquele fogo novamente.

Octávia entrou pela janela do quarto com o coração martelando no peito. Cada parte de seu corpo doía, mas a vergonha era muito maior.

Despiu-se freneticamente e jogou o vestido rasgado fora.

No banho, esfregou a pele até ficar vermelha, tentando apagar o cheiro e o toque daquele homem de cabelos desconhecido.

Mal terminara de se vestir, quando a porta do quarto foi arrancada das dobradiças e três licanos invadiram o cômodo.

— O que é isso? Saiam daqui! — gritou Octávia, rouca, pegando o abajur com as mãos trêmulas. — Quem deu permissão para entrarem no meu quarto?

— Nós damos as ordens aqui, ômega. — rosnou um deles, avançando.

Octávia lutou com unhas e dentes, chutando e arranhando.

— Me soltem! Eu sou a companheira do Alfa! Axel vai acabar com vocês!

— O Alfa Axel não vai fazer nada, senhorita Knight.

A voz fria de Axel fez o ar congelar.

Os guardas se afastaram imediatamente quando ele entrou.

— Alfa Axel… — arquejou ela, tentando se aproximar. — Por favor, esses homens me atacaram…eles...

— Eu já estava cansado... — interrompeu ele, sem emoção. — Cansado de fingir que suporto uma desgarrada fraca e horrorosa como você. Foi um erro meu pai ter te acolhido.

— Não diga isso!

Implorou Octávia com as lágrimas escorrendo pelo rosto.

— Nós somos companheiros! A Deusa nos uniu, você sentiu o laço tanto quanto eu! Por favor, não me mande embora… eu faço qualquer coisa!

Axel segurou seu queixo com força, forçando-a a encará-lo.

— Quer falar de laços? Então vamos acabar com isso. Octávia Knight, eu a rejeito como minha companheira e a exilo da Matilha Lua de Prata.

A dor que passou por seu corpo foi devastadora.

Octávia caiu de joelhos, apertando o peito como se arrancassem sua alma. Um grito silencioso morreu em sua garganta.

— Levem-na embora — ordenou Axel, virando as costas. — Já estou cansado de olhar para essa ai. Sumam com isso da minha frente.

Octávia não lutou mais.

Enquanto os guardas a arrastavam para fora do único lar que conhecera, ela se sentia uma casca vazia.

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Enquanto isso, no escritório da matilha dos Lobos Negros, o silêncio era absoluto.

Callun dormia pesado sobre a mesa com cabeça apoiada na mão, tento um sonho traiçoeiro, como sempre.

Ele corria pela floresta escura.

— Pan? — chamou.

O laço da matilha vibrou com dor insuportável, com Yukio, seu gama enviando sua localização.

Quando Callun chegou à clareira seu mundo desabou.

Sua irmã Pan, de apenas dezenove anos, estava nua sobre as folhas mortas e com o corpo coberto de hematomas e cortes enquanto seus olhos estavam abertos e vazios.

Um uivo de agonia saiu de sua garganta rasgando o céu.

— Vou matar cada um deles, Pan… — sussurrou sobre o corpo frio. — E vou queimar o mundo todo se for preciso.

Callun acordou sobressaltado com respiração pesada e os olhos úmidos.

Cinco anos haviam se passado, mas a dor continuava fresca.

Toc, toc.

— Entre — ordenou, virando a cadeira de costas, secando o rosto rapidamente.

Asher entrou, serviu uma xícara de café enquanto pigarreava.

— Alfa, conseguimos uma imagem da garota da floresta. A qualidade não é boa, mas dá pra ver longos cabelos negros, olhos roxos marcantes e o corpo esguio. Ela parecia ter uma vida simples.

Callun pegou a foto e estreitou os olhos.

— Investigue tudo. Não deixe pedra sobre pedra.

Nesse momento, Yukio entrou no escritório com sua energia habitual. Ele espiou a foto.

— Uau! Quem é essa beldade? Cabelos negros e olhos roxos é algo que nunca vi! Nova suspeita ou o nosso amado Alfa finalmente arrumou uma amante?

Callun jogou a foto na mesa com a mandíbula travada.

— É a mulher que me usou e me descartou como se eu fosse um qualquer.

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