Callun caminhou em direção ao palco. Ele não queria apenas levá-la embora, ele queria estraçalhar cada homem que ousara olhar para ela.Mas, por enquanto, ele apenas manteve os olhos fixos nos dela, prometendo em silêncio que o pescoço de quem a jogou ali seria o primeiro a cair.Já Octávia, começou a se debater com uma força renovada, o som das algemas ecoando pelo salão.Ela tentava chutar os carcereiros, com sua mordaça abafando gritos de revolta.Para ela, aquele homem de lenço era apenas mais um monstro comprando um pedaço de sua dignidade.Mas, à medida que Callun subia os degraus de madeira do palco, o ar ia mudando.Quando ele parou a menos de um metro dela, um perfume amadeirado, misturado com o frescor de uma tempestade, invadiu os sentidos de Octávia.Foi como um choque elétrico, dentro dela, sua loba, que estava acuada e ferida por causa da algema, deu um uivo tão potente que a fez paralisar.“- Companheiro. É o nosso companheiro!”A esperança de sua loba lhe causando senti
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