Octávia entrou pela janela de seu quarto como uma sombra, o coração martelando contra as costelas. Cada centímetro de seu corpo doía, mas a vergonha ardia mais que qualquer ferimento em seu corpo. Ela se despiu freneticamente, jogando o vestido verde, agora um trapo de lembranças amargas, em um canto escuro.No banho, ela esfregou a pele até ficar vermelha, tentando arrancar o cheiro de sexo e... ele. O homem de cabelos platinados cujo toque ainda parecia queimar em sua pele.Ela mal terminou de vestir um vestido simples quando um estrondo a fez sobressaltar. A porta de seu quarto foi arrancada das dobradiças dando lugar a três homens que ela nunca vira, que invadiram o recinto.— O que é isso? Saiam daqui! — gritou Octávia, a voz rouca. Ela pegou um abajur de cerâmica, os dedos trêmulos, mas o olhar carregado de um desespero feroz. — Quem deu permissão para entrarem no meu quarto? – Tudo bem que ela vivia em um porão, mas ainda era o quarto dela.— Nós damos as ordens aqui, ômega — u
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