DULCE
Os olhos dele percorreram minha aparência inteira em absoluto silêncio. O vestido desalinhado. O cabelo desfeito. A maquiagem borrada. E então o olhar dele parou lentamente na porta atrás de mim.
A porta do quarto.
Meu coração despencou violentamente.
— D-Dário…eu...eu posso...
A voz morreu na minha garganta.
Ele caminhou devagar até mim.
Frio.
Controlado.
Assustadoramente calmo.
— Perguntei o que você está fazendo aqui?
Meu cérebro entrou em pânico instantaneamente.
— Eu… eu poderia perg