Mundo de ficçãoIniciar sessãoDULCE
Atualmente...
Meu corpo inteiro parecia anestesiado enquanto eu atravessava o corredor iluminado
Eu simplesmente fui embora.
Sem pensar ou senso de direção. Puxando minha mala de rodinhas atrás de mim enquanto caminhava rápido demais pela pequena passarela de madeira da pousada.
Eu continuava ouvindo a voz dele na minha cabeça.
“Eu nunca deixei de amar você.”
Meu Deus, como doía.
Em determinado momento minhas pernas simplesmente cederam.
Parei na calçada e me agachei ali mesmo, apoiando os braços sobre a mala enquanto o choro finalmente explodia de verdade. Um soluço doloroso escapou da minha garganta e então veio outro… e outro… até eu perder completamente o controle.
Naquele momento eu não conseguia pensar em absolutamente nada além da dor esmagadora dentro do peito.
Eu precisava sair dali.
Então caminhei mais um pouco pela avenida costeira sem realmente saber para onde estava indo.
Foi quando vi o hotel.
Entrei quase no automático.
A recepcionista me lançou um sorriso profissional que vacilou discretamente ao notar meu estado.
Ela fez o check-in rapidamente quando lhe passei meus documentos enquanto eu permanecia imóvel tentando não desmoronar ali mesmo.
Passei o dia inteiro trancada no quarto, dormindo em intervalos curtos e miseráveis.
Eu estava cansada de amar sozinha!
Levantei abruptamente da cama e fui até o banheiro.
Meu reflexo no espelho me assustou. Os olhos inchados atrás dos óculos, o coque desfeito, o rosto abatido.
Patética.
Era assim que eu me sentia.
Tomei um banho longo e quente, deixando a água escorrer pelo meu corpo enquanto tentava lavar a dor acumulada daquele dia infernal.
Depois me arrumei.
Soltei os cabelos completamente. Os cachos caíram pelas minhas costas de forma volumosa, rebelde, viva. Passei uma maquiagem leve — muito mais do que normalmente teria coragem — e vesti o vestido, o mesmo que minha mãe me deu para usar na viagem com Dário.
Quase não me reconheci.
O tecido abraçava minhas curvas. O decote valorizava meu colo, e a fenda discreta era um charme a mais.
Calcei o salto alto que veio junto na mala e fiquei parada diante do espelho por alguns segundos como se eu estivesse olhando para outra pessoa.
Quando desci até o saguão do hotel, percebi imediatamente a movimentação diferente. Música elegante preenchia o ambiente enquanto hóspedes mascarados circulavam pelo bar principal.
— Baile de máscaras, senhora — a recepcionista explicou sorridente ao perceber minha confusão. — Todos os hóspedes estão convidados.
Ela pegou uma máscara dourada delicada sobre o balcão e me entregou.
Segurei o objeto por alguns segundos e então coloquei.
O bar estava lotado, com luzes baixas refletindo nos lustres dourados enquanto casais dançavam ao som de jazz moderno misturado com música eletrônica suave. Notei alguns homens me olhando demais e com real interesse.
Me aproximei do bar tentando ignorar o nervosismo estranho dentro do peito por estar chamando tanta atenção. Precisava beber.
E muito.
O bartender estava ocupado preparando drinks para outras pessoas, então meus olhos automaticamente encontraram um copo elegante de whisky âmbar repousando sozinho sobre o balcão.
Sem pensar muito, peguei.
O líquido desceu queimando pela minha garganta.
Forte.
Muito forte.
Fiz uma pequena careta.
— Espero que tenha gostado do meu whisky.
A voz masculina surgiu ao meu lado tão de repente que quase me fez engasgar.
Virei o rosto automaticamente, meu cérebro falhou por um segundo detectando o monumento ao meu lado.
Ombros largos trajando um smoking preto perfeitamente ajustado ao corpo.
Uma máscara escura escondia parte do rosto dele, mas não o suficiente para diminuir o estrago causado pela beleza absurda daquele homem.
Era o homem mais bonito que já vi de perto.
Os olhos límpidos desceram lentamente para o copo na minha mão.
Então voltaram para mim.
— Eu… achei que fosse… — comecei gesticulando completamente sem graça.
Ele inclinou levemente a cabeça.
— Meu?
Meu rosto esquentou de vergonha
— Desculpa. Eu não percebi.
Os olhos dele percorreram meu rosto por trás da máscara de maneira vagarosa.
— Engraçado.
— O quê?- questionei desconfiada
— Você não tem cara de mulher que rouba bebidas de estranhos.
Quase ri.
Porque fazia muito tempo que eu não reagia naturalmente perto de um homem.
— E você tem cara de homem que acha que tudo pertence a ele.
Uma sobrancelha dele arqueou discretamente.
— Touché.
O bartender apareceu rapidamente.
— Senhor, posso preparar outro...
— Não precisa — ele respondeu sem tirar os olhos de mim. — Acho que ela precisava mais da bebida do que eu.
Desviei o olhar imediatamente.
— Você fala isso para todas as mulheres que encontra no bar?
— Não. Só apenas para aquelas que despertam o meu interesse.
A resposta veio rápida e direta
Sincera demais.
Este sim era um predador e nato – meu anjo da guarda sussurrou ao meu ouvido.
Ele se aproximou um pouco mais, apoiando um braço no balcão ao meu lado.
Seu perfume era absurdamente bom. Amadeirado, elegante e masculino.
Meu coração começou a bater no ritmo errado.
— Então… — ele falou lentamente. — Vai me dizer seu nome ou pretende continuar roubando minhas coisas no anonimato?
— Acho que a graça da máscara é justamente não saber quem está por trás dela.
Os olhos dele escureceram minimamente.
Como se tivesse gostado da resposta.
— Interessante.
— O quê?
Ele inclinou o rosto um pouco mais perto do meu.
— Gosto de mulheres surpreendentes...
Meu coração tropeçou violentamente, porque ele estava certo.
— E você acha que tipo de mulher eu imaginei ser?
O olhar dele desceu lentamente pela minha boca antes de voltar aos meus olhos.
— Uma tentando esquecer alguma coisa.
A frase entrou direto no meu peito.
Então soltei uma risada pequena, colocando uma mecha de cabelo para atrás da minha orelha me sentindo terrivelmente nervosa.
— Talvez.
— E está funcionando?
— Ainda não — respondi baixo.
O canto da boca dele se curvou lentamente, em um sorriso sexy.
— Talvez você só esteja bebendo a companhia errada.
A resposta saiu baixa e sedutora , assim como tudo nele.
Senti calor subir pelo meu pescoço.
A frase saiu preguiçosa, carregada daquela confiança irritante de homens que sabem exatamente o efeito que causam.
Desviei os olhos rapidamente para o copo nas minhas mãos.
Porque havia alguma coisa confortável naquele jogo.
Talvez porque ele não soubesse quem eu era.
— E você sempre tira conclusões precipitadas? — perguntei antes de beber mais um gole.
— Normalmente eu acerto.
Ele se aproximou mais um pouco, perto o suficiente para que o calor do corpo dele alcançasse minha pele exposta.
— Você entrou aqui querendo esquecer alguém.
Não era pergunta.
Era afirmação.
— Talvez todo mundo aqui queira esquecer alguma coisa.
Os olhos dele percorreram lentamente o salão cheio de máscaras.
Então voltaram para mim outra vez.
Intensos.
Firmes.
— Mas você parece diferente.
Meu coração disparou.
— Diferente como?
— Como alguém que passou tempo demais tentando ser a pessoa certa.
Aquilo me atingiu em cheio.
Porque ninguém nunca tinha me enxergado daquele jeito antes.
Nem mesmo Dário.
Senti minha garganta apertar, então desviei o olhar antes que ele percebesse qualquer fragilidade no meu rosto.
— Você acha que entende muito sobre as pessoas, não é?
— Não. — Ele pegou o copo vazio da minha mão e o colocou no balcão atrás de mim sem desviar os olhos dos meus. — Acho que entendo sobre damas misteriosas.
O ar pareceu mais pesado entre nós.
Mais íntimo.
— Você devia parar de olhar desse jeito para mulheres desconhecidas — murmurei tentando soar casual.
Uma sobrancelha dele arqueou provocativa
— Que jeito?
— Como se estivesse tentando despi-las.
O sorriso dele aumentou
Devastador.
— E funcionou?
Qualquer versão normal de mim já teria fugido dali completamente constrangida.
Então pela primeira vez na vida… eu flertei de volta.
— Ainda estou vestida.
Os olhos dele desceram lentamente pelo meu corpo.
Quando voltaram para meu rosto outra vez, senti minhas pernas fraquejarem dentro do salto.
— Por enquanto. Você deveria ir embora comigo.
A frase saiu baixa.
Sem hesitação.
Meu coração falhou uma batida.
Ele segurou minha mão sem pressa, os dedos quentes envolvendo os meus enquanto me conduzia para fora do bar.
Então fui.
Não observei detalhes do quarto em que o estranho gostoso estava hospedado , simplesmente segui meus instintos.
Sua mão veio para minha cintura me puxando para ele , enquanto devorava minha boca com maestria, ansiando por mais, tanto quanto eu - conforme tirávamos nossas roupas apressadamente.
Fui jogada na cama , a medida em que ele pairou sobre mim encarando meus seios com a boca semiaberta.
Meus mamilos se encontravam sensíveis e sedentos pelo toque , implorando que ele os chupasse.
E foi exatamente o que ele fez.
Apertei sua nuca sentindo a maciez de seus fios curtos nas pontas dos dedos, eu não estava me aguentando de tanto desejo, parecia que meu corpo iria explodir.
Ele chupava meus peitos enquanto enfiava os dedos na minha entrada encharcada, com movimentos deliciosos de vai e vem sem aplicar muita força até porque me retrai um pouco quando ele investiu. O polegar continuava trabalhando avidamente uma vez em que palavreados e gemidos desconexos preencheram o ambiente .
Sua boca estava em todo lugar , nos meus peitos , pescoço , pelo rosto . Eu não fazia a menor ideia de como ele conseguia se concentrar em todos os movimentos ao mesmo tempo de forma voraz e ininterruptamente.
Senti o arrepio cobrir minha pele e uma sensação maravilhosa me arrancar os sentidos, não demorou nada quando o orgasmo me partiu ao meio enquanto eu me agarrava a ele.
Num movimento rápido ele se levantou e retirou a boxer branca.
E eu que estava enxergando toda as constelações do universo consegui arregalar os olhos quando analisei todo o material que o homem era composto.
O comprimento do seu membro era admirável cheio de veias grossas de dar água na boca e a espessura impressionante, muito convidativa. Estava completamente ereto.
Se existisse uma definição para esse homem, era um verdadeiro alfa gostoso.
Vendo meu estado boquiaberto , um sorrisinho todo cafajeste desenhou em seus lábios.
Convencido , é claro. E quem poderia lhe culpar?
Se aproximando novamente e percebendo minha reação percebi que ele estava se segurando, acho que era meio óbvio que eu não era nada experiente.
Distribuindo beijos por meus ombros em uma trilha de rastros quentes e úmidos até se inserir aos poucos por minhas dobras.
Quando seu membro rijo forçou a entrada cravei minhas unhas em suas costas , ele me encarou por ver minha expressão de dor.
-Quer que eu pare?
Neguei com um balançar de cabeça exasperado – Não . Continue por favor ...- murmurei em um gemido.
E assim o fez , foi se acomodando devagar . A sensação de preenchimento inicialmente foi incomoda mas depois meu corpo se acostumou com o seu tamanho e espessura, conforme ele foi investindo com calma até que eu me sentisse confortável .
Em dado momento já estava o acompanhando em suas investidas selvagens, a medida em que sua intensidade aumentou me levando ao meu estopim com ele vindo logo em seguida.
Nunca em toda minha vida experimentei algo tão prazeroso. Até mesmo perdi as contas de quantas vezes naquela noite entrando madrugada a dentro nos perdemos no corpo do outro.
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Lentamente abri os olhos , sentindo a luz entrando através das enormes janelas de vidro , fazendo com que eu piscasse uma sequência de vezes começando a sentir uma dor de cabeça miserável. Me fazendo recordar de que havia pesado a mão na bebida ontem à noite.
Ontem à noite!
Meus olhos se arregalam quando bato sentada puxando o lençol contra meu corpo , uma vez em que encaro ao meu lado da cama King Size. O lugar está desarrumado , mas um barulho de chuveiro ligado me deixa em polvorosa.
Levei a mão para cima do meu rosto a procura da máscara que para meu prazer permanecia em seu lugar.
As imagens sórdidas da noite anterior fazem com que eu faça uma careta fechando meus olhos me maldizendo, por ter sido tão irresponsável. Afinal de contas não era do meu feitio ser assim.
Apavorada pulo da cama tentando esquecer das mãos e da boca do homem por todo o meu corpo , deixando meu rosto quente com as lembranças vívidas, intensas e marcantes. Me deixei levar pela beleza inescrupulosa do macho safado com aparência de Deus, por mais que nenhum de nós dois pudesse ver o rosto do outro – entretanto o seu físico já era mais do que o suficiente para saber que o homem era um espetáculo a parte, e sem deixar de lado seu charme irresistível que era o aditivo final para levar qualquer mulher para a cama sem precisar fazer esforço.
E o pior não era isso...
Por Deus...havia perdido minha virgindade com um estranho!
Perscruto o olhar por todo o quarto a procura das minhas roupas as localizando em cima de uma cadeira pomposa dobrada.
Sem mais delongas deixo o lençol cair no chão e rapidamente me visto, enfiando meus saltos nos pés - precisando cair fora daqui o mais rápido possível, antes que o estranho gostoso saísse do banheiro e viesse exigir explicações, as quais nem eu conseguiria dar.
De modo sorrateiro e de ponta de pé pego minha clutch em cima da mesinha que tinha ao lado da porta e mais que depressa saio dali.
Assim que saio do quarto , que viro no corredor escuto meu nome sendo chamado por uma voz já então familiarizada, deixando meu corpo todo dormente.
— O que faz aqui , Dulce?







