DOIS DIAS DEPOIS Eram cinco horas, e o seu expediente havia terminado. Amém!
Rafe estava no escritório e, ao longo dos dias, mal se falaram.
Ou seja, não precisou dos seus maravilhosos serviços como secretária. O que foi muito bom, pois ela precisava pensar a respeito daquela reviravolta dos infernos.
A ideia de se sujeitar a ele parecia uma boa merda. No entanto, cair fora não se mostrava como uma opção atraente.
Precisava falar com o bonsai.
— O que devo fazer?
Uma voz surgiu do interfone, e Sophia quase caiu da cadeira, pensando que era o bonsai.
— O motorista vai levá-la para a minha casa.
Mandão cretino, pensou.
— Ah, é assim agora? Tenho coisas para fazer na minha casa.
Não sou o seu maldito fantoche.
— Chego perto das nove. Não se preocupe com o jantar, o Guilhermo já o deixou preparado. — Ele a ignorou deliberadamente — Você também está cuidando da filha do Guilhermo? Por acaso ela é a próxima da sua lista de fodas, a quarta esposa? — Por Deus, ela aproveitaria todas as chance