— Não se preocupe com essa bobagem. — disse ele, entrando na suíte e a deixando sobre uma poltrona chaise — Espera aqui, vou arrumar a cama.
Parecia que tudo era melhor e mais fácil quando se ficava bêbada. Até mesmo dividir a cama com Rafe, por exemplo, não lhe pareceu tão horrível. Conquanto, era claro, que ele não a tocasse.
— Eu sempre vou te odiar, Sr. Sommers. Sabe disso, não? — Deitou a cabeça no encosto do móvel, esperando que as paredes em torno dela parassem de girar.
— Sentimentos intensos me interessam, — Rebateu, terminando de espichar o edredom na cama — e o ódio é um deles.
A autossuficiência dele a irritava.
— Bilionários não compram a imortalidade nem o amor. — Filosofou, sentindo as pálpebras cada vez mais pesadas, a cabeça entorpecida mal pensava direito — Eu queria tanto um cheesecake.
Rafe se voltou para ela com um sorriso.
— Vou pedir ao Guilhermo que prepare um pra você.
— Obrigada, mas um bem grande, viu? Quero esmagá-lo na sua cara. — Riu pelo nariz, um barulh