Sophia acordou sozinha na cama. Puxou o edredom até o pescoço, sentindo uma preguiça daquelas. Dormiu feito um bebê, talvez até tenha roncado. Seria ótimo se ela roncasse alto feito uma máquina de perfurar asfalto, assim atrapalharia o sono de Rafe.
Arrastou-se para fora da cama, enrolou-se no robe e foi para o banheiro. Tomou uma ducha rápida e se permitiu pensar no seu futuro marido, se ele, por exemplo, já estava no escritório. Dali a poucas horas, teria que se deslocar para a empresa e fingir que era uma secretária. Mas, antes disso, tomaria um café e voaria para o lar de idosos que ficava no Queens.
Havia uma mesa posta com o desjejum e parecia a sua espera.
Ruth apareceu, carregando uma bandeja com geleias e croissants, deu-lhe um bom-dia quase inaudível e esperou que ela se sentasse à mesa.
— Não se incomode comigo, pela manhã eu só bebo um café preto. O meu apetite é maior à noite. Aí, sim, sou capaz de comer um boi. — Fez graça, mas Ruth não riu.
Que mulherzinha enjoada, pens