Rafe bebeu todo o uísque e se recostou no sofá para assistir ao espetáculo. Os olhos faiscavam de desejo e qualquer outra coisa que Sophia não conseguia decifrar, por mais que já tivesse visto o mesmo tipo de lampejo, ainda que fugaz, porém, intenso. Odiava ser jovem, faltava-lhe vivência e maturidade para decifrar alguns códigos.
A última peça de roupa da qual se livrou não foi a calcinha.
Enquanto se despia devagar, bem devagar — de acordo com as ordens de Rafe, considerava deixar por último a exposição de uma parte íntima que ele ainda não viu ou tocou. E como estava de frente para ele, mantinha o sutiã num gesto idiotamente pudico.
Teria de se despir toda, afinal, era só uma questão de tempo. Rafe notou a sua hesitação. Apertou os olhos e fez um gesto com a mão em direção a ela, afirmando com veemência:
— Tudo, eu mandei.
Ela viu a sobrancelha dele levantar. Oh, como isso também a irritava! Aquela sobrancelha levantada era pura arrogância.
Pilar chegara à mansão dos Sommers indic