Ela desviou seus olhos dos dele ao perceber, de soslaio, uma nódoa transparente na almofada.
— Babei na sua almofada de cem mil dólares. — Fingiu que se importava, e ele notou que ela não dava a mínima.
— Você é que me custa cem mil por mês. — Não havia rastro de censura ou acusação, a entonação da voz estava mais para o divertimento.
— Tem certeza de que é só isso que valho?
Sentou-se com os pés para fora do sofá. Ajeitou a saia curta, puxando-a levemente pela barra. Não havia tecido suficiente para esconder as suas coxas cobertas pela meia-calça desfiada e as meias coloridas nos pés. Um rastro de exasperação desafiava a parte mais racional de sua personalidade, tentava não lhe dizer palavras feias de arrancar ceras dos ouvidos.
— Não distorça as minhas palavras. A vida humana não tem preço, até mesmo a de uma ingrata como você. — disse ele, mordaz.
Fuzilou-o com o olhar.
— Oh, é mesmo, me esqueci de agradecer. Você quer a parte da frente ou a detrás primeiro? Ponho-me na posição de