LIA
O sol nascia sobre a cidade, tingindo o céu de um cinza pálido. Eu estava sentada em um banco gelado no parque onde Alexandre havia me abandonado, abraçando o casaco dele como um escudo patético. Eu tinha as notas amassadas em meu bolso, o dinheiro sujo de meu último pagamento. Eu estava desempregada, humilhada e, o pior de tudo, meu pai era o refém de Lídia.
Eu tinha que fugir, mas para onde? Lídia controlava o hospital. Se eu sumisse, ela cumpriria a ameaça. Se eu ficasse, ela me destr