Quinta-feira.
O morro acordou com cheiro de tinta fresca e som de furadeira.
A ONG “Raízes do Morro” virou canteiro de organização — faixas sendo penduradas, caixas de som sendo testadas, e a criançada excitada com a ideia de três dias de festa.
Doquinha passou empurrando um carrinho com bandeirolas coloridas, boné virado pro lado e a língua solta:
— “Festa no morro é igual batida de tambor: começa devagar, mas quando esquenta, ninguém segura.”
Isis, de rádio na mão, boné pra trás e olhar